Uma noite sem estrelas

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uma noite sem estrelas

Era um dia como outro qualquer. Estava eu em minha taverna cuidando de minha vida como de costume. Subitamente, vejo adentrando um bravo guerreiro, com peito erguido e sua Magic Plate Armor reluzente – com um sorriso no rosto, gigante, daqueles que só damos quando dropamos algo muito raro. Ele se aproxima e pede uma garrafa do meu mais fino vinho. Pego uma garrafa do meu raro Tibian Wine e pergunto se seria aquela alguma ocasião especial. Recebo a seguinte resposta:
– Especial, meu amigo? Esta é uma noite mais do que especial! Afinal, não é todo dia que se enfrenta uma Midnight Panther! E não apenas saí vivo para contar a história: domei a fera e a tornei meu animal de estimação.

Fiquei bastante curioso a respeito desse animal. Nossa conversa durou horas. Ele me explicou que até o momento existiam apenas alguns boatos, de uma pantera tão escura quanto a noite, que aparecia em raras ocasiões nas florestas de Tiquanda. Contudo, não havia provas de seu avistamento. Não havia provas… Não havia até o momento em que o bravo guerreiro encontrou a criatura e a domou, hipnotizando-a com sua caixa de músicas.

Como sou um mago muito curioso e com espírito aventureiro, decido partir em uma jornada rumo às florestas de Tiquanda. Sigo as instruções dadas pelo guerreiro. Minha jornada dura semanas, sem qualquer avistamento de algo – salvo wasps barulhentas e tarântulas venenosas. Quando jazia desesperançado, procuro uma árvore para descansar e retornar à Port Hope. Repentinamente, eis que ocorre algo inesperado. O céu torna-se completamente escuro. Nenhuma estrela pode ser vista. Relâmpagos começam a rasgar aquele escuro infindável. Em um clarão, vejo dois olhos amarelos bem a minha frente – era ela, finalmente!

Negra como o céu. Apenas seus olhos brilhantes como estrelas podiam ser vistos. Em tamanha escuridão, o animal se aproximava de mim, como se eu fosse sua presa, e ele meu predador. De súbito, raios saem de sua boca e vão em minha direção. Uso meu escudo mágico e consigo me proteger. Puxo da minha backpack meu chicote. Com muita destreza, golpeio a fera. O estalo do chicote é acompanhado de um trovão ensurdecedor! Fico estonteado por um tempo. Após recuperar meus sentidos, nenhum sinal da fera. O céu estava novamente estrelado. A fera havia sumido em meio ao clarão. E junto a ela, minhas esperanças de um dia reencontrá-la.

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