Teaser #2: Bem-vindo à Kilmaresh

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As paredes maciças de Issavi brilhavam intensamente enquanto eu estava parado em frente a um magnífico e esplendoroso portão…

Curioso para saber mais sobre o Kilmaresh? O artigo oficial de junho oferece uma visão geral da incrível área nova que poderá ser explorada neste verão europeu.


Aos cuidados de Jack Springer, apenas. Confidencial.

Cheguei em Kilmaresh há cerca de uma semana e desde então estou viajando pelo seu vasto e maravilhoso território. Espanto e admiração têm sido meus companheiros constantes, pois esse lugar é mesmo de outro mundo. Todavia, eu também posso senti-lo. O mal está lentamente tomando o seu lugar na vida e na alma de Kilmaresh. O tempo é curto e eles precisam muito da minha ajuda. Neste exato momento, estou tentando reunir evidências para desmascarar um traidor que está se filiando ao culto proibido de Fafnar. Esses cultistas se transformaram em uma ameaça real. Eles estão corrompendo os corações das criaturas que vivem aqui. O tempo em que estamos vivendo, Jack, é turbulento e caótico. Quando prazerosas baladas durante uma performance teatral não apenas deixam a platéia em êxtase, mas também invocam poderosos demônios, conclui-se que alguém está tecendo uma rede de mentiras para atacar pessoas inocentes.

Junto dessa carta, estou te enviando alguns dos meus humildes esboços e anotações sobre Kilmaresh, na esperança de que você possa encontrar algumas pistas a respeito daquilo que está procurando.


Há mais de mil anos, Kilmaresh formava um único continente com Krailos e Oramond. Foi habitada por uma antiga civilização humana que estabeleceu um império próspero. Eles construíram grandes cidades, engajaram-se em navegações avançadas e mantiveram um altíssimo nível científico, arcano e cultural.

As pessoas desse antigo império veneravam os dois deuses solares, Suon e Fafnar. Eles acreditavam que era de suma importância que o culto a essas duas divindades estivesse sempre em equilíbrio. Desafortunadamente, chegou o dia em que um grupo de adoradores de Fafnar se tornou cada vez mais influente e agressivo. Foi imposta a adoração exclusiva a Fafnar. Isso desencadeou uma guerra civil entre os seguidores de Fafnar e aqueles que defendiam a dualidade entre os deuses solares. No fim, a guerra foi encerrada pelo próprio Suon. Ele separou a península oriental da parte ocidental, destruindo a antiga capital Nuur. Este evento ficou conhecido como Suon’s Wrath.

Os Anuma assumiram o controle de Kilmaresh para evitar que os humanos causassem um novo desastre e então nasceu um novo império. Os Anuma são criaturas mágicas que, de acordo com as lendas, foram criadas pelos deuses solares: sphinxeslamassugryphons e manticores. Antes do Suon’s Wrath, eles mal haviam mantido contato com o antigo império. Os Anuma criaram diversas leis para o novo império e todos os humanos tiveram que obedecê-las. Um sábio sphinxlamassu ou gryphon tem assumido o papel de imperador ou imperatriz desde então. Atualmente, uma imperatriz sphinx governa Kilmaresh com sabedoria e benevolência.

Sphinxes possuem corpo leonino, grandes asas com penas e cabeça humana, cuja face é uma mistura de ser humano com felino. Eles são altamente inteligentes e supostamente imortais.

Manticores são criaturas ferozes, com corpo de leão, face humana, asas de couro e uma grande cauda de escorpião. Eles são predadores mortais e têm preferência por comer carne humana.

Lamassu possuem corpo de touro, asas com penas e cabeça humana. Eles são benevolentes com os seres humanos — a menos que se perturbe a paz dos lugares sagrados e dos túmulos. Neste caso, eles podem ser implacáveis.

Gryphons têm corpo, cauda e a parte traseira das pernas como as de um leão. Mas as patas dianteiras, cabeça e asas, lembram uma águia ou falcão. É dito que, de todos os Anuma, o deus Suon amava os gryphons, enquanto a sua irmã Fafnar tinha apreço pelos manticores. Em casos muito raros, um gryphon pode formar uma ligação com algum humano que ele considere digno. Caso isso aconteça, o gryphon permitirá que o mortal monte em suas costas.

Depois do Suon’s Wrath, o culto a Fafnar foi proibido e banido. No entanto, ainda não havia consenso entre os humanos de Kilmaresh. Alguns desejavam o culto único a Suon, enquanto outros defendiam uma dualidade divina. Eles consideravam a deusa do mar, Bastesh, como a nova irmã de Suon. Os Anuma interviram para impedir novos embates religiosos. Eles determinaram que ambos — tanto o culto único a Suon ou Bastesh bem como a adoração de ambos os deuses juntos — deveriam ser permitidos. Apenas o culto Fafnar permaneceu proibido. Mesmo assim, um culto secreto a Fafnar sobreviveu e está há séculos a espera do retorno do Wild Sun.

No passado, numerosos ogros escravizados viviam em Kilmaresh, mas os Anuma os libertaram depois do Suon’s Wrath e levaram a maior parte deles para Krailos. Uma única tribo ainda vive ao norte das ruínas de Nuur.

Assim como Krailos, Kilmaresh tem um clima quente e seco. As temperaturas são muito altas, especialmente no verão, e não chove muito. Entretanto, a ilha não sofre com a falta de água que contamina os rios de Krailos com sal. Há o grande rio Nykri, que nasce nas montanhas, e cujas margens são muito férteis. Em função disso, a capital Issavi foi construída em suas ramificações. Além disso, existem oásis na estepes, onde encontramos pequenos vilarejos nos quais os viajantes podem ser abrigar.

A leste do estreito que separa Kilmaresh de Krailos, existem principalmente áreas de estepes secas. No centro da península, encontra-se uma grande cadeia de montanhas e sempre é possível ver pequenos oásis e algumas tembas espalhadas pela estepe. Também existem grandes formações rochosas incrustadas com um raro minério azul, o Tagralt, que tem propriedades mágicas e não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do Tibia.

Issavi é uma cidade esplêndida, com magníficos templos, palácios e prédios governamentais com cinco ou seis andares de altura, construídos em camadas. Os edifícios são feitos de pedras sólidas, principalmente de arenito bege ou amarelo, com aspecto massivo e pontudo.

Uma das características que definem a paisagem urbana são as cores vermelha e azul. O vermelho ou laranja representa o deus solar Suon e azul, a deusa do mar Bastesh. Estátuas dessas duas divindades podem ser encontradas em vários pontos da cidade, além de retratos dos Anuma. A cidade possui um grande mercado, pequenas lojas e algumas casas. De maneira geral, Issavi é um local próspero, limpo e imponente.


Apresse-se, meu amigo! Em breve vou em direção à terrível ilha que você mencionou em sua carta. Já posso sentir o olhar mortal da Cobra sobre mim.

Até nos encontrarmos outra vez,
Amaro